Queen, Bohemian Rhapsody e Eu

Numa ida despretensiosa ao cinema descobri algumas coisas: uma delas é que eu gosto de rock, e a outra é que conheço várias músicas da banda Queen!

Estava eu com meu irmão e cunhada quando decidimos ir ao cinema. Escolhemos o filme Bohemian Rhapsody. Sabíamos sobre o que se tratava, esperávamos um grande filme, mas não o impacto que o mesmo estava prestes a causar. Então entramos na sala do cinema para conhecer a história de Freddie Mercury e sua banda.

Pausa para que você me entenda:  Sentados na sala de cinema, logo nas primeiras cenas do filme, questionei minha cunhada:  – Eu sei quem é Freddie Mercury… mas que músicas ele canta? – Ela me olhou e disse:  – Acho que aquela we are the champions, sabe? – e voltamos para o filme. Ou seja, para mim Queen estava dentro de um limbo chamado: “já ouvi falar”.

Banda Queen

No decorrer do filme ouvia as músicas tocando nos alto-falantes da sala de cinema e descobria que a banda Queen, de certa forma, faz parte da minha vida. Eu os conhecia, só não sabia disso. Seja pelas trilhas sonoras ou festas de casamento, eu já ouvira Queen. Essa descoberta foi uma experiência bem divertida. Em vários momentos minha vontade era de levantar e cantar junto. A cada minuto vinha em minha mente o pensamento de que eu faço parte de uma geração influenciada por essas caras, mesmo não os tendo conhecido. E se não fosse por eles, muitas das músicas que eu gosto hoje provavelmente nem existiriam. Eles revolucionaram a indústria musical.

Infância e Preconceito

Não sei como foi a sua infância, mas um dos filmes que me marcou muito foi O Galinho Chicken Little. Nele há uma cena que nunca esquecerei em que o galinho canta a música We Are The Champions de forma errada, e é SUPER divertido. Descobrir anos depois quem foi o autor dessa música e como está presente em minha história me fez pensar um bocado.

cena do filme “O Galinho Chicken Little”

Tal pensamento me levou a uma conclusão trágica: sou preconceituoso. Sempre disse não ser fã de rock. Meu preconceito musical com o gênero era tão grande que para mim era uma vergonha dizer isso. Não sei se veio de um contexto religioso, familiar ou imagético. Só sei que não me permitia gostar de rock.

Ao assistir o filme percebi o quão incoerente posso ser. Quem eu realmente sou e quem eu mostro que sou para as pessoas? Algumas das minhas bandas favoritas são de rock. Bohemian Rhapsody mostrou o quanto me escondia. Para que? Talvez fosse só uma máscara para mostrar que sou “superior” a todo mundo. Só que não sou. Na verdade, faço parte de todo mundo. Minhas crenças, ideologias, pensamento ou gostos não me fazem melhor do que ninguém.

Eu gostei do filme, sim! Diferente de muita gente que tenho visto criticar negativamente, tive uma experiência extraordinária com ele. Me diverti a beça e recomendo. Para quem não conhece a história (como eu não conhecia) será um tempo bem agradável.

E para sua informação: estou ouvindo Queen enquanto escrevo!

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